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A água é essencial para a vida. Os resíduos sólidos afetam a qualidade da água através da liberação de lixiviados dos aterros para fontes de água.

A qualidade e o acesso à água potável continuam a ser uma questão crítica de saúde pública e a crescente escassez de recursos hídricos impede o desenvolvimento dos países. A combinação de água potável e condições higiênicas de saneamento ambiental são condições prévias para uma vida saudável das pessoas.


As práticas inadequadas de gestão de resíduos sólidos resultam na contaminação das águas superficiais e subterrâneas, que por sua vez é um sério risco para a saúde humana. A redução de resíduos é tão importante quanto a reciclagem na economia de recursos naturais, energia, espaço, custos de destinação de resíduos e redução dos riscos de poluição.

Os resíduos depositados em “lixões”, além de emitirem gases do efeito estufa, como apresentado na edição anterior do FIRS, são fontes de poluição das águas subterrâneas e do solo, devido à produção de lixiviados. A decomposição dos resíduos pode se estender por décadas após o encerramento de um aterro sanitário, aumentando, assim, o potencial de contaminação dos recursos hídricos. Quando os poluentes passam a fazer parte do sistema de fluxo predominante das águas subterrâneas, seguem pelo lençól freático até atingirem as águas superficiais, produzindo modificações significativas nas es¬pécies aquáticas e na saúde humana.

À medida que a água entra em contato com os resíduos sólidos em decomposição, estes dissolver-se-ão juntamente com resíduos orgânicos e inorgânicos solúveis que produzem um líquido poluído conhecido como lixiviado ou sumo residual.

Apesar do enorme impacto ambiental e na saúde das pessoas, o Brasil ainda encontra-se em não conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, que traz em seu bojo a meta de erradicação dos lixões em todo território nacional até 02 de agosto de 2014. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil (Abrelp, 2015), cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos tiveram destinação inadequada – lixões ou aterros controlados – em todas as regiões e estados do Brasil e 3.326 municípios ainda fazem uso desses locais impróprios.

 

Mais informações sobre o estudo da Abrelpe acesse www.abrelpe.org.br